Moinho de Vento
Ativo Histórico e Cultural
Um moinho de vento é um engenho que utiliza as hélices como elementos de captação e conversão de energia eólica noutros tipos de energia, a fim de movimentar mecanismos para fins diversos, como por exemplo, para moagem de grãos de cereais, para bombear água e, mais recentemente, para gerar energia elétrica.
Porém, a sua história é muito antiga e estima-se que este seja um equipamento que remonta ao século V, devido aos primeiros registos existentes da sua utilização, provenientes de Sistão (uma região situada entre o atual Irão e o Afeganistão). No Oriente, eram maioritariamente utilizados para a elevação (ou bombagem) de água.
Em Portugal, a primeira referência documental data de 1182 e é referente a um moinho de vento encontrado na região de Lisboa. Apesar de, inicialmente, serem uma raridade (devido à predominância dos moinhos de água), ao longo dos séculos os moinhos de vento adquiriram relevância e disseminaram-se por diversas regiões costeiras do país.
Funcionamento do Engenho
O mecanismo dos moinhos de vento é acionado pela força do vento, que gera um movimento mecânico e impulsiona as pás do moinho, fazendo-as girar em torno do eixo principal. Esse movimento é transferido para um sistema de engrenagens que amplifica a velocidade de rotação e transmite a energia ao engenho de moagem.
Os moinhos de vento podem ser divididos em três categorias, designadamente:
- Moinhos de Vento Fixo de Torre (possuem um tejadilho rotativo que permite a orientação das velas conforme a direção do vento, sendo que este sistema de rotação pode ser acionado por meio de rabeira ou tração de sarilho);
- Moinhos de Vento Giratórios (destacam-se por possuírem uma estrutura inteiramente rotativa, permitindo a orientação do edifício consoante a direção do vento);
- Moinhos de Armação (subdividem-se em três tipos principais: os de madeira, os metálicos/americanos e os moinhos de armação de pombal).
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